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Telemedicina: futuro da saúde?

Qual será o papel da telemedicina no futuro da saúde? Observando cada dia que passa nesta realidade sob o efeito do novo coronavírus (Covid-19), fica mais claro que a tecnologia e inovação no setor nunca mais será a mesma após a pandemia.

Ferramentas de ponta tem permitido agilizar a prestação de cuidados em uma variedade de ambientes. Bem como diagnosticar mais rápido os casos de coronavírus. Entretanto, quando o surto eventualmente desaparecer, essas novas tecnologias não irão com ele. O uso de inteligência artificial, robótica e, principalmente, da telemedicina, será fundamental para o futuro da inovação na saúde.

Não apenas do ponto de vista tecnológico, mas também sociocultural e económico. Uma vez que a telemedicina apresenta soluções para desafios da atualidade, como para lidar com a demanda reprimida que se formará após a crise, o envelhecimento da população, ou mesmo, a necessidade de gerir grande quantidade de informações.

Uma revisão da lei

Como medida de prevenção a disseminação do coronavírus, o Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União, no mês de março, a Portaria Nº 467 que regulamenta atendimentos médicos à distância. No entanto, a liberação da telemedicina, por ora, só é válida durante a pandemia.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os hospitais e clínicas não são obrigados a oferecer a opção, mas a operadora de plano de saúde deve ter alguma instituição em sua rede que ofereça essa modalidade de atendimento.

Quer as instituições de saúde estejam prontas ou não, a era da assistência virtual chegou e a telemedicina lidera essa mudança. Por isso, para alguns a necessidade de regulamentação definitiva é essencial para que o mercado possa progredir. Nesse sentido, caberá ao Conselho Federal de Medicina regulamentar a assistência médica a distância com uso de tecnologia.

Telemedicina torna a saúde conectada

Os benefícios oferecidos pela telemedicina são possíveis há anos, mas só agora, graças à pandemia do coronavírus, eles foram realmente percebidos, à medida que a necessidade de assistência médica remota foi impulsionada.

Instituições com uma abordagem de cuidado centrada no paciente precisam de uma estratégia eficaz para se comunicar com eles e a telemedicina é uma delas. Podendo suportar consultas virtuais em tempo real, para alcançar mais pacientes, fazer uma triagem rapidamente e melhorar a coordenação de cuidados.

Além disso, o virtual têm o potencial de economizar recursos. Coisa que em tempos de pandemia, é de muito valor.

A telemedicina pode:

  • Aumentar o acesso aos cuidados de saúde;
  • Levar saúde e de forma mais rápida a pacientes moradores de lugares remotos. Da mesma forma, hospitais rurais podem ter consultas de vídeo com fornecedores especializados;
  • Pacientes com doenças crônicas podem receber monitoramento diário no conforto de suas casas;
  • Permitir consultas mais longas, mesmo que a distância. Uma vez que o profissional que se concentre nessa modalidade ganha algum tempo nos processos e pode dedicar ele a melhorar os resultados do atendimento;
  • Aumentar o monitoramento de condições crônicas;
  • Reduzir as faltas. Os pacientes terão menos probabilidade de pular o acompanhamento ou o tratamento preventivo de rotina quando não tiverem que se locomover para receber cuidados;
  • Melhorar a mortalidade, reduzir complicações, internações hospitalares e readmissões;
  • Deixar os custos de saúde mais baixos;
  • Reduzir a sobrecarga física da prática médica.

Inovação na saúde deve ser bem planejada

Com relação aos contras, antes de sua implantação total vale observar que a telemedicina não se adequa a certos problemas médicos, que simplesmente não podem ser resolvidos por telefone ou vídeo e exigem uma visita pessoal. Há, ainda, o problema de ,,pensar os modelos de remuneração adequados, para que ninguém saia perdendo.

Além disso, para acessar os serviços de telemedicina, os pacientes precisam de um acesso confiável à internet. Coisa que em algumas áreas do Brasil ainda é realidade distante, portanto, corre-se o risco de exacerbar as desigualdades pré-existentes nos cuidados de saúde.

Em sua adaptação, a questão da segurança de dados também merece atenção. Para que o paciente confie, ele precisa saber que sua privacidade estará garantida. Por isso, qualquer instituição que deseje ampliar a modalidade, deve planejar com minúcia. A Designing Saúde pode ajudar nessa missão, trabalhando desde o estudo de mercado, ao planejamento do melhor desenho de implantação.

A Designing Saúde também formula cursos, aulas e treinamentos presenciais e online adaptados a cada necessidade, o que é essencial para a ampliação e difusão da telemedicina no Brasil. Os profissionais precisarão realizar treinamentos específicos para se capacitarem nessa nova dinâmica que os atendimentos por vídeo requerem, estando sempre atentos à postura, comportamento e adequação da linguagem durante as consultas virtuais.

Fale com a gente e leve a tecnologia e inovação de forma inteligente aos seus processos!